outubro 21, 2004

Smile 85

A minha cadeira partiu-se!
A partir de agora, e até ter uma nova, este blog vai ser de stand-up comedy…

Publicado por Pikes em 12:20 PM | Comentários (5)

Smile 84

As malvas, género de planta emoliente (sim, fui ver ao dicionário), ao que parece têm uma água.
Sei isto, porque me mandaram ir “lavar o cu com água de malvas”.
Ora bem, não só nunca vi uma malva, como acho muito estranho que essa planta tenha uma água. Água é água. Não é de uma malva. Também consta que as rosas têm uma água.
Onde?! Onde é que está a água das rosas? Desfazem-se as rosas e fica água? Não me parece, porque aqui há tempos desfiz umas que a minha mãe tinha no quintal e a única coisa que daí resultou foi a marca dos dedos dela na minha cara, tal foi o estaladão.
E depois há toda a questão de lavar as nalgas com uma água à parte do banho. É para ficar mais suave? Desculpem, isto pode ser só uma coisa minha, mas eu não estou interessado em ter o nalguedo mais suave. E se um gajo é preso? Pode parecer pouco provável, mas não sei quem é que pode ler este blog, e eu não quero arriscar. É que na prisão há muito a mania de se mandar o pessoal apanhar o sabonete mesmo com a peida áspera, quanto mais um chuchuzinho suave, a cheirar a flores.
Claro, quem me manda “lavar o cu com água de malvas” pode muito bem estar a considerar essa hipótese. Pensando bem, pode até mesmo estar a considerar a hipótese de deixar cair um sabonete só para ver se eu o apanho. Sim, só pode ser, até porque se eu quisesse insultar alguém não o mandava “lavar o cu com água de malvas”. Mandava-o lavar com águarrás ou decapante. Isso sim, deve doer.
Agora água de flores parece ser agradável. Um bocado roto, mas agradável.
Mesmo que eu quisesse, onde é que se arranja água de malvas? E como é que se pede? “Olhe, queria um frasquinho de água de malvas, ‘fachavor’. Sim, é para lavar o cu. Se calhar é melhor uma garrafa. Não sei se um frasquinho chega…”.

Publicado por Pikes em 12:18 PM | Comentários (4)

outubro 19, 2004

Smile 83

O que é que leva alguém a ter um blog?
O que é que leva alguém a escrever o que lhe apetece na internet?
“Ah, e tal, é uma espécie de diário.”. Não é não. Que eu saiba, um diário é aquele livrinho amaricado que as gajas têm e que ninguém pode ver, porque elas têm lá escrito de quem gostam, o que fizeram no fim-de-semana, que apareceram os primeiros pentelhos, que estiveram com o Pedro e que ele lhe apalpou as mamas (e que gostaram), que a Mariazinha já teve sexo com o Pedro (espera aí… Ai aquele cabrão anda-me a enganar!), e outras coisas de merda sem interesse para mais ninguém (a não ser quando especificam os pormenores da queca da Mariazinha com o Pedro).
Ora isto não se põe na net! Tirando “O Meu Pipi”, ninguém escreve coisas dessas para qualquer um ler. E mesmo assim ninguém me tira da cabeça que “O Meu Pipi” é um miúdo de 16 anos que encontrou as revistas “Gina” do pai num canto do sótão e resolveu partilhar…
Ou seja, um blog não é um diário.
Então se não é um diário, por alma de quem é que alguém resolve escrever coisas na net para os outros lerem?! Porque é que as pessoas acham que alguém poderia estar interessado em ler o que escrevem?
Tudo bem, alguns blogs são compreensíveis. Por exemplo, se o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa quisesse ter um blog eu não o criticava. O governo talvez, mas eu não. Esse tipo de pessoas, que têm algo com fundamento para partilhar com os outros, devem até ter blogs. Nunca se sabe quando é que vou encontrar uma gaja licenciada e posso precisar de ir a esses blogs procurar palavras caras para lhe bater o couro, tipo: “Cara menina, que emancipada dos tabus socias que se te deparam na vida, resolveste vir solitariamente a este estabelecimento de diversão nocturna, vês algum incoveniente em que te seja ofertada uma bebida espirituosa por este cavalheiro heterossexual, que com certeza te aprazaria numa possível situação de prazer carnal que surgisse entre nós?”. Pois que sem blogs intelectuais eu nunca conseguiria dizer uma frase destas a uma gaja, e a coisa saía do género: “Ó minha ganda vaca, atão vens práqui sozinha pó bar de strip? Deixa lá este machão pagar-te um copo que assim que te apanhe bezorga dou-te uma trancada que nunca mais te esqueces!”.
Tendo em conta o número de blogs sem interesse nenhum que aparecem na chamada blogosfera, a média está muito desequilibrada. É por isso que ninguém pega nas marronas, não têm conversa para elas! Vamos então arranjar entretém às marronas e boicotar os blogs não-intelectuais!
Voltando ao cerne (não, o Durão Barroso não vai voltar, é sem ‘h’) da questão, eu acho que é de uma tremenda presunção alguém escrever na net o que lhe vai na cabeça e achar que os outros vão ler aquilo. Muitas vezes, um ‘bloguista’ é um escritor frustrado. Sim, porque se um escritor é pago para escrever uma história, um ‘bloguista’ também pode achar isso. Só que ninguém lhe paga…
Aliás, acho até que vou escrever um blog sobre isso.

Publicado por Pikes em 04:40 PM | Comentários (4)

outubro 14, 2004

Smile 82

Há uma situação que me irrita por demais.
Ligar para alguém e o telefone tocar 139 vezes e a pessoa não atender.
É que depois há sempre a esperança de no próximo toque ouvirmos o clássico "Tô?".
Mas não. Ninguém atende. E eis que de repente surge o som de um telefone a ser atendido. "Olá, ligou para a Maria, agora não posso atender, por favor deixe a sua mensagem.".
Ora meus amigos (e amiga leitora fiel que vai para o Brasil...), eu sei para quem liguei. Porquê dizer para quem se ligou na mensagem? "Olá, ligou para a Maria...". Estão à espera que o gajo que ligou diga: "Oh caramba! Maria?! Não posso... Queria ligar para o Zé!". E depois o "...agora não posso atender...". Se a pessoa não atende e o telefonema vai para o serviço de mensagens por que será?!
E mais, se eu quisesse deixar uma mensagem mandava-a por escrito. Eu queria mesmo era falar com a pessoa! Irrita-me.
É que quem liga tem sempre aquela mania de ligar logo a seguir. "Pode ser que não tenha ouvido...", é o pensamento que nos leva a carregar duas vezes no verde dois segundos depois da chamada ter ido para as mensagens. Claro, não ouviu, só pode. O telefone tocou 53 vezes ininterruptamente e a outra pessoa não ouviu...
Há também o verso da moeda. A pessoa cujo telefone tocou 67 vezes liga-nos duas horas depois a dizer: "Então ligaste-me 7 vezes? Querias falar comigo?". Não minha besta, liguei-te 7 vezes mas não queria falar contigo. Na realidade queria falar com o Zé, mas gosto de ver o teu nome no ecrã do meu telefone, antecedido de "A chamar"... Acho sexy! Ao que, claro, a outra pessoa responde: "Mas se eu não atendi, ligavas mais tarde ou esperavas que te ligasse de volta.". Se eu quisesse falar contigo mais tarde, não tinha ligado agora, e se quisesse esperar que me ligasses, não te tinha ligado. Eu queria falar contigo era nesse momento!

Maria - Pronto, então diz lá o que querias.

Eu - Era só para te dizer que não te ia poder ligar à hora combinada porque estou sem dinheiro no telemóvel...

Bom, este foi o Smile possível dado o meu estado de espírito. Estou deprimido.
A minha única leitora vai-se embora para o Brasil... Resta-me o senhor doutor...
não vou escrever mais!

Aham...afinal vou. Ou não... não sei... faz hoje um ano que ando nisto, parece...e sai-me esta merda de Smile para comemorar...

Estou com uma branca. Mas vocês também não têm nada a ver com a minha vida amorosa...
Vamos passar à frente deste Smile... Melhores dias virão, acreditem. Qualquer dia acaba a Quinta das Celebridades, vão ver. E até teremos outro primeiro-ministro. Quem sabe eleito, com votos e tudo...

Publicado por Pikes em 02:57 PM | Comentários (7)

outubro 08, 2004

Smile 81

Quando aqui há dias vinha a conduzir, reparo num carro que estava alguns metros mais à frente, noutra faixa. Alguns segundos depois liga o pisca e quase imediatamente se lança para a faixa onde eu seguia. Claro que tive de travar.
Buzinei e chamei ao condutor dois ou três palavrões que me vieram à cabeça no momento, como é óbvio.
Eis que a pessoa abre o seu vidro, e colocando a cabeça de fora me diz:
“Então não viu o pisca?!”.
Eu ver, vi. Mas no que é que isso pode desculpar a manobra?
Desde então fui-me mantendo mais atento e comecei a reparar que as mulheres utilizam muito essa táctica. “Não viu o pisca?!”.
Amigas condutoras, o pisca não transforma a pessoa numa autoridade rodoviária. Não dá prioridade. É uma luz indicadora de mudança de direcção. Indicadora, não é avisadora nem ameaçadora.
Há mulheres que se convencem que o pisca lhes dá direito a fazer tudo.
Eu já imagino:
Uma pessoa vai muito bem na auto-estrada e de repente aparece um carro à nossa frente, vindo não se sabe de onde, de pisca ligado. E a pessoa lá dentro a acenar com a cabeça, como quem diz: “Não te ponhas a pau, não. Não vês o pisca?”. É tipo as sirenes das ambulâncias.
E depois começa a valer para tudo. Estão a falar ao telemóvel, a polícia manda parar e a tipa: “O que foi?! Não vê o pisca?!”.
Ou então chateia-se no trabalho e ameaça: “Não queres que eu vá ao meu carro ligar o pisca, pois não?…”.
Mais, uma tipa entra numa loja, assalta-a e à saída o dono da loja detém-na:
Lojista – “Ah malandra, que já vem aí a polícia!”
Assaltante – “Você vai meter-se em trabalhos…”
Polícia – “O que é que se passa aqui?”
Lojista – “Esta gaja assaltou-me a loja!”
Polícia – “Isto é verdade?!”
Assaltante – “O shôr agente já olhou para o meu carro?”
Polícia – “Ah bom. As minhas desculpas.”
Lojista – “Mas o que foi?!”
Polícia – “Você não vê o pisca ligado?”
Lojista – “O pisca?!”
Assaltante – “Claro! Tenho o pisca, amigo.”
Polícia – “A senhora tem o pisca! Vá lá para dentro e acalme-se!”

É como este Smile. Podem-me dizer: “Ah, ó Pikes, este Smile é uma merda e não tem piada nenhuma.”. Pois é meus amigos… O meu carro está mal estacionado e tem os quatro piscas ligados. Aguentem-se com esta!

Publicado por Pikes em 04:18 PM | Comentários (3)

Smile 80

Eu, na minha infinita demanda pela verdade sobre os fenómenos que se passam na terra, cheguei a mais uma dúvida.
Por que raio o mijo vem sempre ter com os nossos pés quando mijamos contra a parede?
Claro que só estou a falar no caso dos homens. As mulheres e o José Castelo Branco não têm esse problema.
Eu acho que mesmo que mijasse numa rua a descer o mijo vinha ter comigo.
Será que existe uma química entre a pessoa e aquilo que lhe pertence que impele esse movimento? É possível.
Mas por outro lado, tenho a ideia que se cagarmos contra a parede a merda não nos persegue. E aí lá vem por água abaixo a teoria da química.
Já quando estamos bêbedos e vomitamos, é costume ser directamente para cima de nós. Também se dá muitas vezes o caso de vomitarmos para cima dos outros. É o sentido de partilha? Pode muito bem ser, até porque quando mijamos acompanhados não é raro partilhar um ou outro salpico com o companheiro mictante.
Sim, realmente essa é uma hipótese muito viável. Quem de nós não se esteve já a cagar para alguém? Lá está, partilha.
Apesar de este ser um Smile de merda (e de mijo e de vómito), a pertinência de uma resposta fica no ar.

Publicado por Pikes em 03:28 PM | Comentários (3)